Jeff Buckley

Jeff Buckley

Muito já foi dito sobre esse rapaz e, sendo assim, me resta pouco pra adicionar. Na verdade, as palavras faltam quando pensamos em Jeff Buckley. Eu me lembro de ouvir “forget her” e me lamentar, acreditando que dificilmente esse intérprete teria uma música melhor para me oferecer. Me enganei. Ouvir “Grace” pela primeira vez é uma experiência melancólica e única. É difícil descrever, mas entre os amigos, quando menciono Jeff, digo que sua música “escorre dor”. Seu timbre de voz é incomum mas nunca exagerado e, à medida em que Jeff libera seus lamentos e confissões desesperadoramente tristes (temos belos exemplos disso em Last Goodbye; Lover, You Should’ve Come Over e Forget Her), criamos um elo de cumplicidade com ele, sentimos sua dor e é impossível chegar a Dream Brother, última faixa de Grace, sem sentir-se ao menos comovido.

Jeff Buckley morreu tragicamente há 10 anos atrás, antes mesmo de lançar seu segundo disco, My Sweetheart the Drunk. As águas do rio Mississippi calaram sua linda voz e nos privaram de desfrutar de músicas incríveis por mais alguns longos anos. O que eu disponibilizo pra vocês aqui é a última coletânea (essas tentativas horríveis das gravadoras de sugar ainda mais os artistas que já se foram) lançada pela Columbia Records esse ano. Destaco a coletânea pois nessa em especial, fomos agraciados com um cover brilhante de I Know It’s Over, gravada originalmente por um grupo igualmente melancólico, The Smiths.

Eu não sou do tipo de pessoa que sai caçando 500 versões (ao vivo, acústica, pela metade, versões descartadas de estúdio, etc) da mesma música, bootlegs e essas coisas, mas é impossível se contentar com o pequeno legado de Jeff Buckley. Por isso, eu acoselho você a baixar So Real: Songs From Jeff Buckley, mas também Grace, Sketches From my Sweetheart the Drunk e tudo mais o que você achar! Vale a pena.

Songs From Jeff BuckleySo Real: Songs From Jeff Buckley
Ano: 2007
Por que baixar? Pelo conjunto da obra. Voz incrível, melodias tocantes e letras absudamente poéticas.
Faixa gostável: Impossível escolher uma. Sério. O cd inteiro é gostável.

Stereo Total

Françoise e Brezel

Incrível o que uma francesa e um alemão conseguem fazer com guitarras, baterias e muito sintetizador. Stereo Total é uma das coisas mais empolgantes/geniais que eu já ouvi e já tive o prazer de ver ao vivo (tietagem mood on: subi no palco, dancei wie tanzen im 4-eck com a françoise e ainda peguei autógrafo e tirei foto).

Françoise e Brezel fazem um som totalmente nonsense, e no entanto, agradável. Cantam em inglês, francês, alemão, japonês e até mesmo em português. São simplesmente incríveis. O último disco, lançado recentemente, não traz exatamente novidades já que o estilo continua o mesmo, mas acredito que a fórmula (ainda) funciona. Os dois estão sempre flertando com diferentes estilose qualidades musicais, como a chanson française, disco, uma coisa meio rockabilly chega a aparecer também, e claro, sempre tem um cover interessante. O meu preferido continua sendo Chelsea Girls da Nico, mas o cover desse útlimo cd é a música Relax baby, be cool de Serge Gainsbourg.

O Stereo Total tem 15 anos de estrada, uns 8 cds e muita empolgação. Não chega a ser “ame ou odeie”, mas pode parecer boring para alguns. Eu amo e estava roendo as unhas pra achar o Paris <-> Berlin na rede.

Paris <-> BerlinParis <-> Berlin
Ano:
2007
Por que baixar? Porque nem só de música indie-super-conceitual vive o homem.
Faixa gostável: Patty Hearst

PJ Harvey

PJ Harvey

Esqueçam essa foto pseudo-sexy quando forem ouvir o cd novo da PJ. Aliás, esqueçam também as guitarras afiadas porque a bola da vez é o piano. Sim! Eu li em algum lugar que ela aprendeu a tocar piano especialmente pra esse disco.

Não posso falar muito sobre o cd, porque sinceramente ainda não digeri completamente. Por ser uma coisa tão “não-PJ”, eu ainda não consegui entrar no clima o suficiente pra entender o que a PJ quer dizer com esse album. Pra ter uma idéia, li por aí umas resenhas que estão comparando-a com a Tori Amos. Eu não me arrisco. Se vocês estiverem muito no escuro ao lerem o que eu estou escrevendo, pensem que um dos produtores do disco também já trabalhou com o Nick Cave. Deu pra sacar alguma coisa?

Mas Polly Jean é Polly Jean, sempre vale a pena ouvir. Seus cds sempre são uma experiência nova e, por mais excêntrico que seja, sempre acaba agradando (pelo menos a mim). Ouçam!

White ChalkPJ Harvey – White Chalk
Ano: 2007
Por que baixar? PJ e piano? Mistura no mínimo interessante!
Faixa gostável: Isso vai variar muito, mas no momento, The Piano.

Rilo Kiley

Rilo Kiley

Essa coisinha fofa aí no meio dos rapazes se chama Jenny Lewis. Jenny Lewis tem uma voz adorável, faz qualquer (eu digo, QUALQUER) música ficar deliciosamente agradável, até quando ela aborda temas pesadinhos como prostituição, uma pedofilia bááásica, ou términos de namoro. Coisas assim. Enfim, não faz mal, você vai sorrir em todas as faixas, porque Jenny Lewis tem sensação de dia ensolarado.

Não conheco muita coisa do Rilo Kiley, sei apenas que eles tem 4 cds, todos muito bem comentados. O que eu vou disponibilizar aqui é o último dos 4, saiu do forno não faz muito tempo, e está ótimo. A primeira vez que eu ouvi falar deles foi ouvindo Postal Service, onde a Jenny faz uma participação nos vocais de uma das músicas (Nothing Better), e aí fiquei de procurar algo a respeito, mas só fiz agora.

Enfim, não vou falar muito mais do que isso, mas espero que tenha dito o suficiente pra fazer todo mundo baixar o cd.

Rilo Kiley – Under the Blacklight
Senha:
stay4breakfast
Ano: 2007
Por que baixar? Pra animar seu dia.
Faixa gostável: Eu diria todas, mas fico com, principalmente Silver Lining e Give a Little Love.

#1

Capa do CD

Finalmente eu tomei a iniciativa de criar esse blog, que eu já queria criar faz tempo. Na verdade eu ainda não tenho certeza da utilidade dele, mas é interessante juntar uma série de “vontades”, como a de escrever, a de falar de música e cinema, e a de transmitir algo para as pessoas.Não tenho pretensões de criar um blog super-ultra-mega alternativo com downloads para bandas super-ultra-mega alternativas e desconhecidas. Também não quero dar uma de jornalista, mas meu maior interesse é disponibilizar cd’s de bandas que eu gosto ou que eu ache apenas promissoras.Pra começar, pensei em pegar minha artista preferida de todos os tempos, ou alguém bem cool. Pensei melhor, resolvi ficar no meio termo entre um e outro, e inaugurar com o cd da banda que inspirou o nome do blog.Admito, não conheco tanto sobre Broken Social Scene. Mas com certeza eles são “cool”, uma banda canadense cheia de pessoas incríveis, inclusive uma das minhas artistas preferidas de todos os tempos (UMA das, mas não é a princípal, deixo bem claro), Leslie Feist.

Pra mim, Broken Social Scene é aquele disco pra se ouvir sozinho, no quarto, e não pensar em nada. As faixas alternam entre coisinhas fofas e calmas, pra depois passar pra uma “explosão indie”, mas tudo com muito bom gosto. Quem sabe depois desse post eu me anime pra falar paralelamente dos 29837492837423 integrantes (brincadeira, só tem 11. Que eu saiba.) e seus projetos interessantes.

Ah. Acredito que eu não seja a única cansada de entrar em blogs incríveis, com resenhas absurdas, falando DAQUELE disco que eu estava doida pra baixar, e de repente depois de toda a sua empolgação, eu me deparo com um download no rapidshare. Frustrante, porque geralmente eu JÁ estou baixando alguma coisa do rapidshare e não estou afim de esperar sei-lá-quantos minutos. Por isso, estou me empenhando em achar servidores alternativos pra que as pessoas não tenham grandes problemas em baixar os cd’s. Deixo bem claro que eu não disponibilizo os cd’s, eu apenas acho por aí na internet e colo aqui pra vocês. Enfim, é isso.

Capa do CDBroken Social Scene – Broken Social Scene
Ano: 2005
Por que baixar? Pra mim, qualquer coisa com a Feist no meio, já é motivo pra ouvir.
Faixa gostável: It’s All Gonna Break